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Viajar para o estrangeiro com uma criança pode exigir mais do que passaportes e bilhetes de avião. Quando apenas um dos progenitores ou tutor legal viaja com um menor, as autoridades fronteiriças e as companhias aéreas podem exigir documentação adicional que comprove que a viagem está autorizada. Isto pode aplicar-se mesmo que o pai da criança esteja atualmente na prisão.
Porque o consentimento pode continuar a ser exigido mesmo que o pai esteja detido
Em muitos sistemas jurídicos, a detenção não retira automaticamente os direitos parentais nem a tutela legal. Se o pai continuar a ser tutor legal, as autoridades podem continuar a considerá-lo uma pessoa cujo consentimento é relevante para uma viagem internacional. O objetivo é prevenir raptos de menores, reduzir o risco de conflitos de guarda e garantir que a viagem não ocorre contra a vontade de outro tutor legal.
O que normalmente desencadeia perguntas na fronteira ou com as companhias aéreas
Os agentes podem prestar mais atenção quando uma criança viaja apenas com um dos progenitores, quando a criança e o progenitor que viaja têm apelidos diferentes, ou quando o itinerário inclui países conhecidos por controlos mais rigorosos a menores. Mesmo que não lhe perguntem sempre, o risco de ser solicitada documentação aumenta quando a criança viaja internacionalmente sem a presença do outro tutor legal.
O que “consentimento” costuma significar na prática
O consentimento é frequentemente demonstrado através de uma autorização escrita do tutor que não viaja, declarando que a criança pode viajar consigo. Dependendo dos países envolvidos, as autoridades podem esperar detalhes como datas de viagem, destinos, dados de identificação da criança e contactos do tutor que não viaja. Em alguns casos, o documento pode ter de ser assinado na presença de testemunhas, certificado ou reconhecido por notário, e alguns viajantes levam também documentação adicional que esclarece a tutela ou decisões de guarda.
Como tratar do consentimento quando o pai está na prisão
Se o consentimento for exigido, a dificuldade é muitas vezes logística e não emocional. Algumas prisões têm procedimentos que permitem a assinatura de documentos sob supervisão e, em certos casos, podem ser organizadas testemunhas ou outras formalidades através de canais autorizados. Se não for possível obter o consentimento a tempo, ou se este for recusado, a alternativa pode ser pedir uma decisão judicial que autorize a viagem sem a assinatura do outro tutor, dependendo do direito local.
Quando o consentimento pode não ser necessário
O consentimento pode não ser necessário se o pai não for tutor legal, ou se existir uma decisão judicial válida que lhe atribua guarda exclusiva ou autoridade exclusiva para tomar decisões sobre as viagens da criança. Como as regras variam entre países, é importante não assumir que a detenção, por si só, altera automaticamente a exigência legal.
Porque vale a pena preparar-se mesmo que ache que ninguém vai perguntar
Os planos de viagem podem ser rapidamente perturbados se um funcionário da companhia aérea ou um agente de fronteira pedir prova de autorização e não a puder apresentar. Ter a documentação certa ajuda a evitar atrasos, voos perdidos ou a recusa de embarque ou de entrada no país, e dá-lhe maior tranquilidade durante a viagem.
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